15 de julho de 2016

Salvador - Brasil


Salvador, antiga capital do Brasil colônia, é um dos destinos mais incríveis do nordeste brasileiro. O local exala história e cultura, mesclando arquitetura colonial com paisagens sensacionais. Além disso, as pessoas que moram na capital geralmente são incrivelmente receptivas e solidárias (os motoristas, literalmente, param o trânsito para você atravessar a rua, por exemplo), o que é um grande diferencial para mim.

Pelourinho

Casa Jorge Amado
Um dos bairros principais da cidade é o Pelourinho, sendo que sua parte turística vai do Largo do Pelourinho até a Igreja de São Francisco. A região sempre vai carregar o peso de ter sido um local de tortura de escravos, mas felizmente as marcas desse período sombrio estão cada vez menores. Considerado patrimônio histórico pela UNESCO, a área se destaca pelas construções lindíssimas e pela quantidade de espaços históricos e culturais. Recomendo a Casa Jorge Amado, local que busca preservar a história e memória do autor. Além da parte do museu, há um café, ótimo para dar uma pausa no passeio.

Igreja de São Francisco
Durante a noite, recomendo dar uma olhada nos eventos que acontecem por lá. Vi uma apresentação de música e dança no Solar Ferrão e foi super legal, então veja a agenda cultural. O local também é famoso por abrigar os ensaios do Olodum, bloco musical conhecido nacionalmente. 

Algumas quadras daqui, não deixe de conhecer o Templo do Santíssimo Sacramento (fica na Rua do Passo), que foi cenário do filme "O Pagador de Promessas". Lindíssimo!

Igreja do filme "O Pagador de Promessas"
Ainda na região, conheça o Elevador Lacerda, que liga a cidade alta e baixa e tem uma vista super legal da Baía de Todos os Santos. Ao lado, está o mercado municipal, cheio de lojas e restaurantes.
Para encontrar todos esses lugares, a melhor maneira é perguntar mesmo. Salvador é super antiga, as ruas não são retas, então tentar fazer tudo só com o mapa é praticamente impossível. Inclusive, a numeração das construções de lá nem sempre seguem uma ordem exata: pode acontecer de você estar numa rua e você encontrar uma “casa nº120” ao lado da “74”. Algumas pessoas contratam tour para chegar no Pelourinho, mas – se gostar da parte histórica, como eu – recomendo que vá por conta (durante o dia, de ônibus e à noite, táxi). Porém, se não fizer tanta questão de conhecer os museus e igrejas durante um período maior, talvez o tour seja uma opção mais prática.

Vista do Elevador Lacerda
Apresentação no Sollar Ferrão
Prepare-se para uma abordagem intensa de vendedores. Eles são insistentes, então se não quiser comprar nada, fale de primeira. Muitos amarram as famosas fitas do Bonfim no seu braço e isso, de fato, não tem custo, mas eles sempre tentam vender alguma coisa em seguida. Enfim, obviamente não precisa ser grosso, mas se não quiser comprar nada, fale de primeira. Outro aviso importante para a região: tirar uma foto com baianas de roupas típicas é caríssimo. Elas te chamam e falam que não há um valor fixo, mas demos 20 reais por pessoa e elas fizeram cara feia, então...

Praia da Barra
Não podemos esquecer, claro, das praias lindas da cidade. A principal delas é a Praia da Barra, famosa pelo pôr-do-sol (um dos mais comentados do país, aliás). Lá está localizado o farol mais famoso do nordeste e uma das vistas mais bonitas da região (primeira foto do post). Recomendo dar a volta no local, a paisagem é linda. Algumas pessoas ficam no gramado da frente para contemplar o mar. Acabei não subindo no farol, mas acho que vale a pena. Assim como qualquer lugar turístico da capital, o local também é repleto de vendedores. A praia de lá é super agradável e limpa, mas é bom ter cautela com o mar, pois as ondas são fortes.

Farol da Barra
Por ser uma região movimentada e turística, a Barra reúne um complexo de lojas, restaurantes e hotéis. Enfim, por ali tem muito o que fazer. Dá para aproveitar a gastronomia, as paisagens ou simplesmente ficar curtindo a praia. Tem gente que conhece a Barra correndo numa tarde, mas dá para passar uns dois ou três dias por ali (fácil!), principalmente se a intenção for descansar.

Existem outros locais bonitos da orla, como Ondina e Amaralina. No entanto, não vi ninguém entrando no mar dessas outras duas praias (acredito que seja pelas ondas muito fortes), então a melhor opção central é a Barra. Fora do circuito central, ao norte (praticamente no município de Lauro de Freitas), está a Praia do Flamengo. O lugar é lindíssimo e possui estrutura para receber turistas, como restaurantes e aluguel de cadeiras. Recomendo passar o dia! Cheguei de ônibus e fui super tranquilo. Como disse, é só pedir informação: as pessoas, com certeza, vão ajudar. Por falar em praia, recomendo muitíssimo a Praia do Forte. Fica a menos de duas horas da capital e considero a mais incrível do estado. (Confira as dicas aqui!)

Praia do Flamengo
No mais, recomendo que conheça o Rio Vermelho, bairro boêmio da cidade, famoso pelo acarajé da Dinha (que também tem um restaurante ótimo a alguns metros da barraca) e pela colônia de pescadores. O local é repleto de barzinhos, muito bom para aproveitar o final da tarde e noite soteropolitana. Se quiser provar comidas de rua, almoce no Mercado do Peixe. Achei tudo meio improvisado, mas ainda assim, se quiser comer um sarapatel sem frescuras, vale a visita. Nesse mesmo bairro é também onde se comemora a tradicional Festa de Iemanjá - no dia 2 de fevereiro -, que parece ser linda.
Em suma, a capital baiana é uma reunião de memória histórica, sabores marcantes e paisagens incríveis. Uma viagem para ficar nas lembranças de qualquer um!

Praia da Barra
- Quantos dias ficar: Fiquei sete noites e não vi tudo. Além de Salvador ser repleta de atrativos, as praias dos arredores são incríveis.

- Onde ficar: Como em qualquer capital, há opções para todos os bolsos e gostos, mas Salvador tem tantos atrativos que eu não recomendaria um resort ou hotel tão caro. Eu fiquei num hotel em Amaralina e achei ótimo, mas também parece muito bom ficar hospedado na Barra. Muitos dos comércios e ônibus se guiam pela Avenida Oceânica, então é uma boa maneira de buscar uma localização interessante.


Praia do Flamengo
- Transporte: Salvador é enorme, então você vai usar muito ônibus e muito táxi. Usei os dois e não tive nenhum problema, o pessoal de lá é muito hospitaleiro e informa certinho como chegar nos lugares. 

- Como chegar: O aeroporto é o principal meio que conecta a capital baiana às outras regiões do país. Fica um pouco distante das áreas turísticas, então vale a pena pegar um táxi ou transfer (não sei se tem ônibus saindo de lá ou não). Se vier pela rodoviária, já estará numa área mais central da cidade - e de lá tem ônibus que vão para outros bairros da cidade.

Pelourinho
- Locais: Conheça o Pelourinho, Barra e Rio Vermelho à noite. Também recomendo muito que conheça a Praia do Forte, que fica ao norte da capital.

- Cuidados: Não dá para bobear. À noite a cidade é perigosa, especialmente o centro. No Pelourinho, as pessoas não aconselham que você ande fora da rota principal, mesmo durante o dia (não sei se é tão perigoso assim, mas sempre é bom ouvir os moradores). Ouvi também relatos de assaltos na Barra. Sempre ando muito a pé ou de ônibus nas viagens que faço, mas em Salvador aconselho que você pegue táxi.

- Culinária: Para mim, a culinária baiana é sensacional, uma das melhores do país. A comida é forte e muito saborosa: dendê, leite de coco, peixe, camarão, moqueca e vatapá. O restaurante que mais frequentei durante a minha estadia foi o Caranguejo do Porto (é uma rede, mas em todas as vezes fui na unidade da Barra). O atendimento é ótimo, tudo é bem apetitoso (além do caranguejo, indico o siri) e fica praticamente na praia (é só
Bobó de Camarão - Casa da Dinha
atravessar a avenida). Também indico a Casa da Dinha (Rio Vermelho), que tem o melhor bobó de camarão que comi e o Ki Mukeka (Pituba), que oferece opções deliciosas. E claro, não deixe de provar os acarajés e doces baianos pelas ruas da cidade.

- Preços: Hospedagem varia muito de preço, você pode pagar 60 reais num hostel ou 800 num resort. Em relação à comida, prepare-se. Você não vai encontrar um restaurante na rota turística por menos de 50 reais (só o prato) por pessoa. Conhecemos uma pessoa de lá e até ela mesma comentou que o custo de vida na cidade é bem alto.

27 de novembro de 2015

Playa del Carmen - México



Playa del Carmen é a “queridinha” da Riviera Maya, no caribe mexicano. Localizada a 70Km ao sul de Cancun, é um destino incrível para quem quer curtir uma combinação de rústico e sofisticado. O local lembra bastante praias como Pipa, Praia do Forte ou Búzios, com restaurantes charmosos e bares confortáveis na beira da praia. De quebra, ainda tem uma localização super estratégica para quem quer conhecer as melhores praias do México.
5ª Avenida
A praia mais badalada é a Mamitas. Do centro, você pode caminhar sentido norte pela avenida principal ou pela praia. O mar não tem aquele azul claro típico do caribe, mas é muito limpo e clarinho. A praia possui boa estrutura para descansar, bares e até opções de massagens de frente ao mar. Se não tiver hospedado em um dos resorts da praia, você pode alugar uma cadeira (algumas são tão confortáveis que parecem camas) ou um gazebo. Perfeito para descansar. Alguns bares ou restaurantes da praia incluem essa regalia, por um valor mínimo de consumação por pessoa.
Outro local imperdível é a 5ª avenida, repleta de bares, lojas e restaurantes. Super legal para fazer compras, jantar, tomar uma cerveja ou simplesmente caminhar. Ótimo passeio para o início da noite. Para quem gosta de balada, parece ter boas opções (como sou uma pessoa “diurna”, preferia acordar cedo para aproveitar as praias).

Resort em Playa Mamitas
Akumal
Desde o centro, é possível pegar uma van até diversos pontos turísticos. Uma praia bem interessante é Akumal, famosa pelas tartarugas. Acabei não fazendo o mergulho, mas depois me arrependi. Em muitos passeios, o pessoal que vende promete que você verá vários tipos de peixes, polvo, tartarugas, etc. E geralmente não é a realidade. Por não querer cair nessas “promessas mirabolantes” acabei não fazendo, mas muita gente realmente consegue nadar com as tartarugas. Fui desconfiada demais, então o mergulho com guia ficou para a próxima. Mas já dá para aproveitar bastante só de praticar snorkelling no raso mesmo, que foi o que fiz. Alguns consideram uma das praias mais bonitas do mundo e realmente não decepciona: água transparente e mar verde clarinho! Recomendo um dia só para Akumal.

Outro ponto imperdível é o Cenote Azul, que fica a 25 Km ao sul de Playa. Cenotes são formações naturais belíssimas de água doce. O local é incrível, com a água limpíssima (parece mineral) e diversos peixinhos, ótimo para praticar snorkelling! Passei umas duas horas lá e queria ter ficado mais. Para mim, foi um dos melhores lugares da viagem toda. A entrada custa uns 80 pesos/ 25 reais.

No mesmo dia do cenote, é possível conhecer a praia Xpu Ha, que fica a apenas 3Km de lá (alguns minutos de van). Por ser um local privativo, paga-se a entrada de 40 pesos (12 reais), para poder usufruir. A praia é muito bonita: bem parecida com Akumal, porém menos movimentada. Lá, é possível ficar em um dos restaurantes ou caminhar um pouco sentido sul, se quiser fugir da parte turística.
Tanto em Akumal quanto em Xpu Ha, há uma caminhada de 1 km para chegar. A trilha de Xpu ha é mais “abandonada” - o que é curioso, por ser uma praia que cobra entrada -, mas tranquila. Em ambos os locais, há restaurantes e cadeiras para alugar na beira da praia.
Para chegar em qualquer um desses pontos turísticos, é só pegar uma van em Playa e pedir para o motorista deixar você na frente. Elas saem da rua 2, esquina com a avenida 20 e não é necessário comprar passagem antes (saem a cada 5 ou 10 min).

Xpu Ha
A região possui praias para todos os gostos (agitadas, como a Mamitas ou tranquilas, como Xpu Ha), além de uma atmosfera realmente encantadora. Já saí de lá com saudades de passear pela 5ª avenida e ficar a toa na praia. Como comentei, além de Playa em si, há muito o que fazer por lá. Poderia ter ido para Cozumel, uma ilha que se destaca pela prática do mergulho, mas como sou meio medrosa para águas profundas, não valeria a pena a visita (pelo que pesquisei). Outra opção é visitar os parques temáticos (como Xcaret), mas pessoalmente não gosto muito de parques “montados” e nado com golfinhos. Acho que vale mais a pena se estiver viajando com crianças. Se tivesse tido mais tempo, teria ficado mais um dia em Akumal e visitaria outros cenotes menos conhecidos como Chiquin Ha. Infelizmente não há como fazer tudo, mas recomendo veemente esses locais que conheci. Ah! Já que estará pertinho, não deixe de conhecer Cancun e Tulum. Um lugar mais belo do que o outro!

Quantos dias ficar: Algumas pessoas ficam somente em Cancun e optam por passar apenas um dia em Carmen. Recomendo que fique ao menos três (eu fiquei cinco), pois há muitos passeios pela região. Com esses três dias, dá para ficar um dia inteiro em Carmen e aproveitar os outros para conhecer as praias da região.

- Onde ficar: As opções são as mais variadas possíveis. Desde resorts super luxuosos até albergues. Tome cuidado para ficar próximo do centro e da 5ª Avenida, que é onde tudo acontece. Alguns hotéis mais distantes cobram um preço menor, mas não vale a pena economizar nisso e ficar isolado gastar muito em táxi. Acho que não compensa ficar em resort, afinal há muito o que fazer na região. Acredito que a melhor opção seja um hotel básico no centro.

Transporte: Fique no centro! Aí você poderá fazer tudo caminhando. Se necessário, há pessoas oferecendo táxis perto da praia e no centro. Um transporte bastante interessante e barato são as vans! Do centro de Playa, saem vans para diversas cidades e pontos turísticos: dá para ir ao Cenote Azul, Tulum, Akumal e praias dos arredores. Ótima opção para fazer os passeios. Se quiser um pouco mais de conforto/ espaço, dá para pegar o ônibus executivo que sai da rodoviária de Playa, também no centro. Mas é bom ficar atento aos horários, pois a frequência é menor que as vans.

Vendedoras na 5ª Avenida
 - Como chegar: Dá para chegar de ônibus executivo desde o aeroporto (164 pesos, uns 45 reais) ou desde a rodoviária de Cancun (não utilizei essa opção, mas sai quase pela metade do preço). Se estiver em Cozumel, deverá utilizar táxi + ferry boat (preço variável, de acordo com horário e empresa).

- Locais: Os principais atrativos são a praia Mamitas e a 5ª avenida. Vale a pena ter um dia só pra isso. Não deixe também de conhecer as outras praias da região.

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Cuidados: Muito tranquilo! Dá para caminhar sozinha em qualquer horário, ao menos pela região central (onde fiquei hospedada).
Guacamole no restaurante Portales

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Culinária: Se come muitíssimo bem em Carmen. Opções não faltam: comida mexicana (nachos, tacos, guacamole...) ou a típica comida caribenha (peixe frito, camarões, arroz de coco...). Destaco duas opções simples, mas muito baratas (e com pratos ótimos): restaurantes Portales e Caguamo, ambos estão na Rua 6, esquina com a Avenida 10 (um está ao lado do outro). Se quiser algo elaborado, procure pelos restaurantes da avenida principal.

- Preços:  A hospedagem no resort custa a partir de 1100 reais. Um hotel simples no centro custa em torno de 160 reais e um albergue, a partir de 70 o quarto coletivo. Em relação à alimentação, é possível comer de 20 a 150 reais, tudo vai depender do tipo de local e prato que escolher. Para quem for fechar passeio com agência, pesquise bastante (os preços variam muito).

24 de março de 2015

Florianópolis - Brasil

Capital de Santa Catarina, Florianópolis - ou Floripa - é também chamada de "Ilha da Magia", por conta de suas belas paisagens. Além de praias bonitas, possui vida noturna agitada e uma arquitetura histórica (açoriana) muito interessante. Nessa postagem, vou falar especialmente das regiões do centro e do leste.
No centro da cidade, o turista pode passear entre diversos prédios históricos, dos quais se destacam o Mercado Municipal (acima), o Museu Histórico e a Casa Alfândega (onde hoje funciona como loja de artesanatos).

Em minha visita, o mercado estava em reforma e não pude aproveitar a praça de alimentação (parece bom para petiscar!), mas pretendo voltar na próxima viagem. Ainda na região, estão alguns pontos turísticos como a famosa ponte Hercílio Luz (um cartão-postal da cidade - ao lado), o Forte Santana e a figueira centenária situada na praça XV de novembro. O centro é pequeno e tem poucos atrativos, mas - ainda assim - vale a visita.
Os grandes pontos turísticos da capital estão em torno de suas praias. Entre as principais da região leste, destacam-se a Mole e a Joaquina.

Praia Mole
Rodeada de paisagens naturais, a Praia Mole é uma das praias onde não há como se sentir em uma grande cidade. Existem algumas opções de hotéis e restaurantes, mas nada de prédios ou barulho: somente morros e o mar. Com águas frias e agitadas, é muito comum a prática do surf. É considerada bastante perigosa: se quiser entrar no mar, é melhor optar por outro local. Vale a pena pela paisagem, que lembra regiões como Ilha do Mel-PR e Trindade-RJ.

Lagoa da Conceição
Outro ponto que achei bem interessante é a Lagoa da Conceição. Com águas limpas e calmas, atrai muitos moradores e turistas por conta da paisagem e do ambiente tranquilo. Muita gente vai para tomar sol, descansar ou petiscar em uma das lanchonetes do entorno.
No local, é possível encontrar mercados, restaurantes e pontos de ônibus que dão acesso ao resto da capital. As opções gastronômicas são simples (e com preços relativamente bons), mas gostei bastante do que provei por lá. Se quiser algo elaborado, o ponto gastronômico da região é ao norte da Praia Mole, na Barra da Lagoa (bem mais turístico e agitado do que a lagoa em si).




Lagoa da Conceição




Ainda no leste da ilha, vale a pena conhecer a Praia da Joaquina (acima). O local reune um público similar ao da Praia Mole: jovens, surfistas e alguns turistas. No entanto, Joaquina é um pouco mais agitada e mais estruturada, comparada à sua vizinha: maior quantidade de pessoas, além de mais bares e restaurantes.
Além de esportes marítimos, por conta das suas dunas altas, é muito comum a prática de "surf de areia" (sandboard). Mesmo não praticando nenhum desses esportes (sedentária), vale muito a pena pela paisagem. Fiquei horas apreciando a vista da orla de cima das pedras!

Quantos dias ficar: Fiquei três dias e consegui conhecer o centro e o leste. Se a intenção é conhecer um pouco de cada região, recomendo, ao menos, uma semana.
- Onde ficar: Eu fiquei pertinho da Praia Mole e gostei! Mas as opções de hospedagem são bem variadas. Só não recomendo ficar no centro, pois durante a noite, parece ser bastante vazio.
- Transporte: Super tranquilo andar de ônibus, tudo tem fácil acesso. As coisas são um pouco distantes entre si, então andar a pé só funciona para algumas regiões. Prepare-se para gastar com táxi e esperar ônibus!
- Como chegar: De avião, é possível chegar de qualquer capital brasileira (com conexão no sul ou sudeste). Já a rodoviária é conectada com as capitais São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além das cidades da região. Tanto do aeroporto quanto da rodoviária, é possível chegar de ônibus a diversos pontos da ilha.
- Moeda: Além do real em espécie, a maioria dos estabelecimentos (mesmo pequenos) aceita cartão. Como a cidade recebe muitos estrangeiros, acredito que alguns hotéis e restaurantes aceitem dólares também.
Fachada histórica no centro
- Locais: Não deixe de conhecer o Mercado Municipal, a Lagoa da Conceição e as praias Mole e Joaquina! O sul parece bem interessante para quem gosta de praias e de arquitetura histórica. Esse é meu plano para a próxima ida!
Figueira centenária
- Cuidados: Achei tranquilo, é só tomar os cuidados básicos de qualquer outra cidade. 
- Culinária: Como em qualquer capital, é possível encontrar diversos tipos de culinária. Porém, como todas as cidades praianas, peixes e frutos do mar são muito comuns.
- Preços: Não é barato, a média de preço é de cidades como São Paulo.

24 de novembro de 2014

Isla Baru - Colômbia

A Ilha Baru, tal como Rosário (que comentei aqui), faz parte do Parque Nacional Natural Corais de Rosario e San Bernardo, localizado no Arquipélago San Bernardo. A ilha está situada no caribe colombiano e fica a uma hora da costa de Cartagena. É conhecida por ter uma das praias mais bonitas da região, com as águas mais transparentes de todas as ilhas. E como dá para ver na foto acima, realmente não decepciona!

Existe a possibilidade de fazer o passeio de um dia desde Cartagena, no qual você conhece a Playa Blanca - a principal de Baru - e a Ilha de Rosário. Pessoalmente, acho que vale muitíssimo a pena ficar na ilha, ao menos uma noite. Além de você aproveitar mais o lugar, você consegue fugir do "agito" e da grande quantidade de turistas que visitam a ilha durante a tarde. Fora as vantagens de ver o pôr-do-sol caribenho e de acordar pertinho dessa praia belíssima! (Caso queira informações detalhadas sobre o passeio, dê uma olhada aqui nessa postagem.)



Para dormir por lá, existem duas possibilidades. Você pode ficar no Hotel Decameron (uma das principais redes caribenhas), que possui sistema "tudo incluso" e custa em torno de 445 dólares/ 1300 reais a diária para duas pessoas. A opção possui duas desvantagens: não é possível reservar somente uma noite e o preço é o mesmo para uma pessoa. Após a reserva, o hotel providencia o seu translado de ida e volta.
Outra possibilidade é ficar na Playa Blanca, onde existem algumas opções mais simples, como acampamento (para quem está disposto a levar barraca), cabanas e até mesmo redes: não há nada super confortável ou luxuoso. Nesse caso, para chegar, você deve contratar um passeio de lancha em Cartagena, Santa Marta ou alguma outra cidade da região (os hotéis sempre tem essa opção disponível facilmente). Se você gosta de explorar a cultura local, fique na Playa Blanca! É simples e rústico, mas vale muitíssimo a pena. Além de você não ficar limitado a uma praia privativa, como acontece em resorts, você acorda a uns quatro metros do mar caribenho. Sensacional!

O atrativo fica por conta da própria praia. Afinal, com um lugar desses, não é preciso mais nada, né? No decorrer do dia, a coloração do mar varia entre azuis e verdes claros e a transparência da água é de impressionar.




Estrutura da orla
Para descansar, você pode alugar uma barraquinha (como na foto ao lado) com cadeira de praia, conjunto que, algumas vezes, está incluso no valor da diária da hospedagem. A ideia é relaxar e aproveitar a praia. Além de ficar no mar e repousar, dá até para contratar os serviços de uma das massagistas locais. Algumas pessoas optam por passear de jet ski, mas como não sou nada esportista, fiquei pela praia mesmo.



Sugiro também caminhar e praticar snorkelling! A quantidade de peixinhos coloridos em águas rasas é impressionante. Foi o melhor mergulho que fiz no Caribe! (Prefira mergulhar pela manhã, quando a ilha está ainda vazia.) 


Existem pouquíssimas opções de bares/ restaurantes, mas existe a possibilidade de sentar num local bem aconchegante, como esse da foto ao lado. Que tal tomar um drink num local confortável desses, apreciando a paisagem? Incrível, né?

Sem dúvida, foi uma das melhores viagens que já fiz. Não vou esquecer tão cedo da simpatia dos moradores, da beleza natural e do azul incrível desse mar. É um paraíso!

Quantos dias ficar: O local é bastante pequeno e a atração é a própria praia. Então, acho que uma ou duas noites já são o suficiente!



- Onde ficar: Eu fiquei no "refúgio de Carol" que oferece opção de cabana, redes e espaço para barracas. O escolhi por ser um dos primeiros locais que encontrei ao caminhar (a "reserva" é na hora), mas existem mais algumas opções ao longo da orla. Os preços são acessíveis, mas o café da manhã é pago a parte. Pela manhã, algumas pessoas passam vendendo um bolinho típico de lá com café. Achei uma ótima opção!

Transporte: Prefira ir de lancha, pois os barcos convencionais (parecem ser) bem lentos.

- Como chegar: O Aeroporto Internacional Rafael Núñez, em Cartagena, é o mais próximo. De lá, você pode contratar o passeio/ lancha no hotel ou pode ir direto até o Muelle Turístico - localizado próximo da Torre del Reloj - de onde saem a maioria as lanchas. É possível contratar passeios em outras cidades também, como Barranquilla e Santa Marta. Se a intenção for permanecer no resort, reserve com antecedência de, pelo menos, um mês.

- Moeda: Alguns comerciantes aceitam dólares e reais, mas eu sempre prefiro levar a moeda local em todas as viagens (no caso, o peso colombiano). Nem leve cartão, a não ser que você esteja no hotel.

- Locais: Não há nenhum "ponto turístico" específico, o foco é a própria praia. É só aproveitar!

- Cuidados: Os moradores comentam que é muito seguro. Fiquei um pouco receosa à noite, pois estava sozinha e tudo fica absolutamente vazio e sem iluminação. Mas foi tudo tranquilo! Inclusive, durante o dia, sempre deixava os meus pertences na praia (quando ia praticar snorkelling, por exemplo) e ninguém nem olhava.



- Culinária: A refeição é padrão: peixe, patacones (banana da terra amassada e frita), arroz de coco e salada. Eu adoro essa combinação, mas não achei a comida bem preparada, como em Cartagena. Porém, é praticamente a única opção para quem quer ficar por lá: só em resort você encontrará outras opções da culinária colombiana ou internacional. Para lanches, é muito comum vendedores passarem oferecendo ceviche, salada de frutas, café (mesmo com o calor, os colombianos tomam bastante) e um bolinho frito doce, que é uma delícia. Não deixe de provar os drinks locais, como o "coco loco"! Perfeito para acompanhar o pôr-do-sol caribenho.

- Preços: Não é muito barato. Como falei, a hospedagem no resort custa 1300 reais a diária. Para ficar na cabana, o custo é de 90 reais por pessoa, mas é realmente (muito mesmo) simples. Considerando que muitas pousadas do nordeste brasileiro cobram esse valor (por pessoa) por uma hospedagem relativamente confortável, 90 reais não é tão barato quanto parece. As refeições não são caras, mas as bebidas e petiscos estão um pouco acima da média das praias brasileiras: um drink custa em torno de 25 reais e um ceviche pequeno, uns 20 reais. Se você for do tipo que acaba comprando bastante quando viaja, vá preparado! Os vendedores passam vendendo os mais diversos artigos, de acessórios à comida.

30 de junho de 2014

Buenos Aires - Argentina

Capital da Argentina, Buenos Aires é um dos maiores municípios da América Latina e uma das principais referências culturais do continente.
Um dos pontos fortes da cidade é sua arquitetura: o que mais se vê são construções exuberantes, o que torna o local incrível. A região do Microcentro/ Monserrat, especialmente, esbanja prédios sensacionais. Uma das visitas imperdíveis é o Congresso (foto acima), que é fantástico! Enorme e cheio de detalhes, merece ser apreciado demoradamente. Nessa visita, aproveite para dar uma volta nas praças ao redor - Plaza do Congreso e Plaza Moreno.

Teatro Colón
Outro ponto que vale a pena conhecer é o Teatro Colón. Acabei não participando das diversas atividades internas que o local disponibiliza - como óperas e danças -, mas a visita já vale a pena só pela fachada. Quando eu fui, havia uma exposição super legal sobre a história do local, então vale a pena perguntar se está acontecendo alguma atividade paralela. Todos os dias, o teatro oferece visita guiada por 150 pesos por pessoa - de 40 a 60 reais (sim, o câmbio varia muito). Apesar de ser um pouco caro, ouvi dizer que vale a pena. Eu não quis esperar pela visita, mas depois me arrependi de não ter ido.

Obelisco
Próximo ao teatro, está o obelisco, monumento histórico de 63 metros criado na década de 1930. Está situado no cruzamento entre a Av. Corrientes e a Av. 9 de Julio - a avenida mais larga do mundo. Caminhar pela 9 de Julio, aliás, é outro passeio interessante, afinal, o local reúne os mais diversos cafés, restaurantes e lojas.

Café Tortoni
Recomendo também o passeio em outras avenidas, como Av. de Mayo - onde está o tradicionalíssimo Café Tortoni. Fundado em meados do século XIX, é considerado um dos principais cafés portenhos. Indico para tomar um chá ou café acompanhado de medialunas (similar ao croissant). O churros de lá é famoso, mas eu achei bem ruim. O ponto forte é o ambiente, que traz decoração antiga e luminação baixa. Prepare-se para enfrentar fila, que chegam a tomar meia quadra em alta temporada. Se estiver hospedado pelo centro, passe algumas vezes na frente para acompanhar a fila. Foi o que eu fiz, e dei sorte de ter só um casal na minha frente.

Galerias Pacífico
Para quem pretende fazer compras, eu recomendo a Av. Santa Fé e a Rua Florida - onde estão as famosas Galerias Pacífico, local que reúne lojas de grifes. É também na Rua Florida que estão os principais câmbios "alternativos", onde é possível trocar dinheiro por um valor melhor. Se eu recomendo? Bom, eu não troquei por lá e me arrependi. O valor é muito melhor e ouvi dizer que os cambistas deixam você conferir nota por nota. O problema de notas falsas em Buenos Aires é geral, ou seja, você deve tomar cuidado - e conferir as notas - em todos os locais, inclusive em câmbio oficial.

Livraria El Ateneo
Já a Av. Santa Fé, além de ser um dos principais pólos comerciais da cidade, abriga a Livraria El Ateneo. Considerada a segunda livraria mais bonita do mundo, está situada em um prédio de 1919, onde funcionou o Teatro Grand Splendid. Além da arquitetura interna incrível, e da quantidade imensa de livros, ainda é possível se acomodar no café da livraria, no antigo palco do teatro. Existem livros para todos os bolsos e o atendimento é bom. Indicadíssimo! Não é sempre que a gente pode ir à um espaço desses, né?


Casa Rosada e parte da Plaza de Mayo
Outro ponto emblemático no centro é a famosa Casa Rosada. Sede da presidência argentina, é um cartão postal da cidade, não só pela imensa importância política e histórica, mas também pela arquitetura. Tem que ir!
Durante os finais de semana e feriados, o espaço abre para visitação gratuita. Quem optar pela visita guiada (que também não é paga) conhece o museu e a história dos principais setores da Casa do Governo. Infelizmente, não me programei em relação ao horário de visitação e acabei não entrando - pensei que houvesse um horário durante a semana também -, mas com certeza quero conhecer quando voltar, parece um ótimo programa para quem gosta de história. Na frente da casa está a Plaza de Mayo, a principal da cidade. Palco de diversos eventos políticos ao longo da história portenha, é nessa praça que as Mães de Maio passaram a se reunir desde a década de 1970 para exigir notícia de seus filhos desaparecidos na ditadura militar argentina e manter a memória desses desaparecimentos. Lá também estão a Pirâmide de Maio (uma espécie de obelisco) e uma estátua do político Manuel Belgrano. Atrás da Casa Rosada, está o Parque Colón, que combina espaços verdes e monumentos históricos.

Diante da Plaza de Mayo está a principal igreja católica da cidade, a Catedral Metropolitana. Sua origem é do século XVI, mas já foi reformada diversas vezes, o que proporcionou uma mistura de diversos estilos arquitetônicos. Com fachada neoclássica, seu interior mescla características do barroco e renacença. A igreja abriga o túmulo de San Martín e diversas estátuas dos últimos séculos. A visita é gratuita e muito interessante!

Puerto Madero
Alguns minutos de lá, está o Puerto Madero. Centro financeiro de localização nobre, é onde estão muitos dos restaurantes famosos da região. Além de ser um pólo gastronômico, é repleto de bares e oferece um dos principais cassinos da capital - que inclusive, é flutuante. Ademais, é lá que está a Puente de la Mujer - conhecida pela sua arquitetura - e o museu naval, localizado em um barco do século XIX.
Ainda na região, atrás do Parque Mujeres Argentinas, está o Museu do Humor, que oferece visita guiada de segunda a quarta, das 11 às 15h.

Mafalda na Rua Defensa, em San Telmo
Quem gosta de quadrinhos, aliás, precisa visitar San Telmo. Próximo do centro, é conhecido por ser um bairro boêmio e cheio de construções antigas.
É lá que está a famosa estátua da personagem Mafalda, do Quino, um dos locais mais populares entre os turistas. 
Esse local foi o primeiro a fazer parte do Paseo de La Historieta, um circuito de humor que reúne diversos personagens e pinturas pelo bairro.

Feira de San Telmo
Outro passeio interessante é a Feira de San Telmo, que acontece todos os domingo pela manhã. A feira é enorme e vende de tudo: roupas, bolsas de couro, artigos para casa, jóias, acessórios para chimarrão, etc. Existem diversos restaurantes na região, mas - senão quiser interromper o passeio - você pode optar por um choripan (lanche argentino com linguiça), que é vendido nas ruas. Se quiser estender o domingo em San Telmo, fique para a milonga que acontece na Plaza Dorrego a partir do final da tarde.

Cemitério da Recoleta
Outro bairro bastante conhecido no âmbito turístico é a Recoleta.
Lá está localizado o principal cemitério da cidade, que está na rota turística por abrigar alguns túmulos de personalidade portenhas, como Evita Perón. Tem quem pegue até visita guiada (e não são poucas)! Ao lado, estão o Centro Cultural da Recoleta - que abriga diversas exposições - e o Buenos Aires Design - que, além dos itens de arte e design, reúne alguns restaurantes e espaços de lazer.


Plaza Naciones Unidas
Próximo desses pontos, está o Museu de Belas Artes, onde estão reunidas obras de artistas como Van Gogh, Monet e Renoir. E a entrada ainda é gratuita. Imperdível!

Na região existem muitas praças, entre as quais se destacam a Plaza Francia e a Plaza de las Naciones Unidas, onde está a enorme flor de aço. Aproveite para passar também no Parque Thays, que é pertinho. Recoleta é destino obrigatório e tem que ir, ao menos, passar um dia inteiro. O bairro é muito bonito e agradável.

Jardim Botânico
Não muito longe de lá, está o prestigiado bairro de Palermo - o qual é dividido em diferentes sub-regiões. Próximo da Plaza Itália está a área de parques, onde é possível visitar praças e os Bosques de Palermo
Ao lado da Praça Itália, está o Jardim Botânico. Além da flora diversa, existem esculturas lindas espalhadas por todo o local. Praticamente um museu a céu aberto. 
Foi uma surpresa super agradável, não esperava que fosse tão bonito! É um local muito tranquilo, onde há poucos turistas.


Jardim Japonês
Na região está também o Jardim Japonês, que integra o Parque Três de Fevereiro. O local é enorme, bonito e bem estruturado.
O bairro é muito conhecido pelo bares e restaurantes, que estão - em sua maioria - em Palermo Soho e Palermo Hollywood. Um dos grandes nomes é o La Cabrera, que eu não indico, pois fui muito mal atendida pelo gerente e não achei a comida tão boa. No entanto, há muita opções, então independente desse incidente, ainda indico jantar por lá. Além de ser um pólo da gastronomia e da vida noturna, Palermo é muito bonito.
Bombonera - Estádio do Boca Juniors

E claro que La Boca não poderia faltar aqui! Bastante conhecido pelo Caminito, o bairro fica próximo do porto e abriga o Museu e Estádio do time Boca Juniors (um dos principais times de futebol do país), o Bombonera. Mesmo para quem não gosta tanto de futebol (como eu), a visita vale muito a pena. Normalmente, não se recomenda que o turista vá sozinho ao bairro, portanto, o interessante é pegar uma visita guiada desde o hotel. A entrada do estádio , incluindo o museu, custa 90 pesos, mas geralmente esse valor está incluso no tour.

Tango no Restaurante Don Quijote
Próximo do estádio, está o Caminito, uma rua conhecida pelas fachada composta de casas coloridas. Os imigrantes as construíram no século XIX com sobras de tinta e o resultado é muito bonito!
Na rua ao lado, há vários restaurantes, sempre lotados na hora do almoço. Muitos oferecem música ou dança (tango ou chacarera) para acompanhar as refeições.
Além de conhecer essas ruas, aproveite para comprar um alfajor no Havanna (essa é a filial mais emblemática da rede) e, se estiver com tempo, vá ao Museu de Cera. Existem ainda alguns mercadinhos de artesanato e muitos artistas vendendo quadros e outros artigos.

Poderia passar horas falando sobre Buenos Aires, porque a cidade transborda opções do que fazer e de onde ir. Sem dúvida, é uma cidade fantástica e uma das minhas capitais favoritas! Recomendadíssimo!

Loja Havanna e casas do Caminito

- Quantos dias ficar: É possível conhecer o roteiro básico em uns cinco ou seis dias. Mas a quantidade de coisas para fazer por lá é enorme, então você não se arrependerá se quiser ficar mais do que isso.
- Onde ficar: A cidade é enorme, então é importante escolher bem onde vai ficar, de acordo com o que pretende fazer. Para conhecer os principais pontos turísticos, indico o Monserrat (também chamado de Microcentro), que é perto de tudo! Fiquei na Avenida de Mayo e recomendo, pois além de movimentada é super bem localizada. Não recomendo os hotéis da rua Florida, pois já ouvi diversos relatos de furto por lá (como a área é comercial, fica vazia à noite). Se a intenção é priorizar bares ou um fazer um roteiro gastronômico, fique em Palermo, um dos principais pontos agitados durante à noite. Já se você pretende procura um lugar charmoso e tranquilo para descansar, recomendo o bairro da Recoleta. Tem quem goste de ficar em San Telmo, mas aí - pessoalmente - acho que é uma boa somente se o hotel for próximo do centro (San Telmo é bairro vizinho do Microcentro).
Circuito do Humor
- Transporte: Partindo do microcentro, a maioria dos pontos turísticos dá para conhece a pé. Para locais mais distantes, recomendo ônibus e metrô, ambos transportes fáceis e baratos. Tem um site e um aplicativo de celular que mostram como chegar de um ponto ao outro na cidade, o que facilita bastante. que Lembrando que o pagamento de ônibus pode ser feito apenas com moedas (a passagem custa entre 6 e 7 pesos). Conheço muita gente que teve problema com motoristas golpistas nos táxis de Buenos Aires, então use a menor quantidade de vezes possível.
- Como chegar: Existem dois aeroportos na capital, o Aeroparque, que está situado a uns 7 quilômetros do centro, e o Ezeiza, que é o maior aeroporto da região e está a mais de 30 do centro de Buenos Aires. Ambos são organizados e bem sinalizados. É possível também chegar de ônibus de algumas cidades brasileiras, como Porto Alegre, ou de capitais de paises vizinhos, como Montevidéu. Outra opção são: o barco que parte várias vezes ao dia da Colônia do Sacramento (Uruguai) e os navios que fazem a rota do sul da América Latina. Para chegar ao hotel, recomendo táxi oficial ou transfer (como acabei de comentar, táxi convencional não é a melhor pedida por lá).
Museu do Boca Juniors
- Moeda: A moeda oficial é o peso argentino. Muitos locais aceitam reais ou dólares, mas o câmbio nunca é dos melhores. Todos os restaurantes e lojas que visitei aceitaram cartões, porém não esqueça seu uso no exterior sempre implica em taxas (como o IOF ou eventual taxa bancária). O ideal é levar dólares ou reais, procurar um bom câmbio, e ter peso em espécie!
Museu de Belas Artes
- Locais: Na região central, vá aos principais pontos turísticos, como Casa Rosada, catedral, obelisco, congresso e Teatro Colón. Não deixe de caminhar pelas principais avenidas, como a 9 de Julio (onde está o obelisco) e a Av de Mayo (onde está o Café Tortoni). Se quiser fazer compras, passe pela rua Florida, Galerias Pacífico e Avenida Santa Fé (onde está a lindíssima livraria El Ateneo). Próximo da região, está o bairro de San Telmo, onde está El Paseo de la Historieta, o circuito de humor. Não deixe de conhecer a feirinha de domingo, que ocupa grande parte da região desde cedo, e - se tiver tempo, caminhe pelo bairro: há várias igrejas e prédios antigos muito bonitos. Na Recoleta, está situado o famoso cemitério, o Centro Cultural da Recoleta, o Buenos Aires Design, o Museu de Belas Artes, além de praças como a Naciones Unidas. Na região de Palermo, além dos bares e restaurantes que fervilham na região da Plaza Serrano - o chamado Palermo Soho -, conheça o Jardim Japonês, os Bosques de Palermo e o Jardim Botânico (dá pra fazer tudo à pé, descendo na estação de metrô da Plaza Italia). Não deixe de conhecer também a região de La Boca, onde estão o Caminito e o Bombonera. Você pode acessar informações atuais, como agenda cultural, no site oficial de Buenos Aires. Se tiver mais alguns dias, aproveite para conhecer a cidade do Tigre, que fica pertinho da capital.
Convento São Francisco, uma das lindas igrejas de San Telmo
- Cuidados: A cidade tem fama de ser perigosa, mas é bem mais seguro do que muito local em que já estive. Acho que os principais cuidados são dois: não descuidar dos pertences (o que é básico em toda a cidade grande) e sempre conferir o dinheiro (tem bastante nota falsa por lá!) - seja no troco, seja na própria casa de câmbio. O único local que não é recomendado que o turista vá sozinho é a região de La Boca, então contrate um tour.
- Culinária: Carne, carne e carne. Entre os pratos principais, destacam-se o bife de chorizo com batatas e a parrillada, que é uma espécie de churrasco. A culinária é super parecida com a de Montevidéu. Não deixe de provar empanadas, o alfajor e o doce de leite!
- Preços: Eu diria que está na mesma média de cidades como São Paulo, por exemplo. Tudo depende muito da cotação do momento (varia demais mesmo!), mas aquela ideia de "Buenos Aires é barata para o brasileiro" já passou há alguns anos. Algumas coisas possuem um preço bom, como vinhos (vale a pena trazer). Mas sair para jantar, por exemplo, está longe de ser barato. Uma dica é aproveitar o menu executivo - oferecido por praticamente todos os restaurantes - durante o almoço, que geralmente inclui couvert, prato principal, bebida, e às vezes até sobremesa por um preço super amigável.